Evento debate lei ambiental e apresenta soluções para revenda.
Criado há 8 anos por um grupo de empresários do setor de combustíveis (Sideraço, Zeppini, Metalsinter e Dresser Wayne) o Posto Pró + percorre o Brasil com palestras gratuitas que alertam os donos de estabelecimentos, gerentes, representantes, revendedores e instaladores sobre a legislação ambiental, as multas e até o fechamento dos estabelecimentos diante da falta de adequação.
A idéia, segundo os organizadores, é levar consciência sobre um assunto tão sério e perigoso, sem com a preocupação com o meio ambiente e suas formas de conservação. No dia 12 de março foi a vez de Curitiba receber o Posto Pró +.
O Sindicombustivéis-PR fez questão de sediar o evento, uma vez que se a idéia é informar o revendedor nada mais justo que ele receba
essas informações na casa dele, ou seja, no sindicato. O presidente do Sindicombustivéis falou na abertura. Segundo ele, dos 2.600 postos do Paraná apenas 30% estão adequados ou em vias de se adequar. Esse número reduzido, mesmo depois de passado o prazo dado pela lei do Conama, se justifica, de acordo com o presidente, porque na época em que a lei entrou em vigor, janeiro de 2001, não foram utilizados critérios técnicos e econômicos que demonstrariam as dificuldades que teriam os postos para se adequar à lei.
Outro problema, de acordo com Fregonese, é a demora para liberação dos licenciamentos por parte dos órgãos ambientais. “Essa demora faz com que os postos fiquem expostos a multas altíssimas que podem até inviabilizar a continuidade do negócio” , lamenta o presidente.
Fregonese também explicou que o desafio do sindicato é conscientizar o revendedor e também facilitar o acesso a documentação exigida pela lei. “Com nosso laboratório, um dos mais modernos do Brasil, conseguimos baratear algumas análises, que o revendedor é obrigado a fazer”, diz.
Na seqüência, os representantes das 4 empresas que formam o Posto Pró + deram seus recados aos participantes: Sérgio Cintra Cordeiro, diretor presidente da Metalsinter, Marcelo Cyrino, gerente comercial da Zeppini, Volnei Pereira, diretor presidente da Sideraço e Alexandre Veiga, gerente comercial da Dresser Wayne.
De forma descontraída e didática eles falaram dos problemas, mas também apresentaram soluções para a revenda. Umas das orientações foi para que os empresários tirem proveito da reforma exigida pela lei ambiental. “Mesmo os revendedores que resistem à adequa
ção acabam se convencendo a partir dos resultados, uma vez que a maioria dos postos consegue dobrar o faturamento depois das melhorias ”, diz Sérgio Cordeiro, da Metalsinter.
Segurança – Contaminação – Dinheiro
Durante a apresentação para os revendedores, os representantes das empresas que fazem parte do Posto Pró + concordaram que é grande a burocracia para se obter a Licença Ambiental, mas foram enfáticos ao afirmar que este é um caminho sem volta e que a continuidade ou não do negócio, vai depender da decisão do revendedor de seguir a lei.
Eles também chamaram a atenção para três palavras chaves quando o assunto é adequação ambiental: Segurança, contaminação e dinheiro. No caso de segurança, explicaram que o vazamento de combustíveis num posto irregular pode causar até uma explosão. No caso de contaminação, o perigo é que o combustível chegue até os reservatórios de água que abastecem a cidade.
No caso do dinheiro, o problema é que cada litro perdido num vazamento é investimento do revendedor que também vai embora.
Depois da teoria – a prática
Nos dias 13 e 14de março, o Sindicombustivéis-PR abriu suas portas para o Seminário de Abastecimento Técnico – SAT. Depois do Posto Pró +, quando os participantes receberam explicações teóricas sobre equipamentos. Foi a vez do prestador de serviços, do instalador, do representante comercial do revendedor e até do gerente da empresa, receberem treinamento na prática. Durante dois dias puderam conhecer os equipamentos mais modernos e a maneira correta de utilizar dessas novas tecnologias.
70% dos postos de combustíveis estão irregulares no Brasil!
No Brasil existem 36 mil postos de combustíveis de acordo com o cadastro da ANP (agência nacional de petróleo). Desse total, 8% estão inativos. O restante, 33 mil, estão em pleno funcionamento.
Em cada posto há 3 tanques, o equivalente a 100 mil tanques enterrados em solo brasileiro e com combustível. Se um tanque tem capacidade média de armazenar 30 mil litros, temos 3 bilhões de litros em baixo da terra. Como nem todos estão cheios, pode-se afirmar que 1 bilhão de combustíveis está armazenados nos postos brasileiros.
Legislação
Em 8 de janeiro de 2001, foi aprovada a RESOLUÇÃO Nº 273, do CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE, o CONAMA, que estabelece que todas as instalações que armazenam derivados de petróleo e outros combustíveis tem de se adequar às normas técnicas ambientais, pois são locais potencialmente ou parcialmente poluidores e geradores de acidentes.
Isso significa que ter um tanque com mais de 15 anos, bombas e conexões antigas, tornam esse posto um sério causador de problemas ao meio ambiente.
Irregularidades
Os tanques têm uma vida útil média de 15 anos. Portanto, um posto de 1995 ainda tem um prazo para se adequar.
Estatísticas do mercado que comercializa tanques apontam que entre os anos de 2000 e 2006, 30% dos postos já foram adequados. Dos 70% dos estabelecimentos restantes, cerca de 21 mil, nem todos estão irregulares ainda. Além dos tanques, as irregularidades são observadas, com freqüência, em tanques furados e vazando, nas tubulações que transportam combustível para a bomba e em pontos de descarga do caminhão tanque para o tanque de armazenagem. (Estatística da CETESB).
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